Prêmio volta ao mundo

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Nota do plantão, o pessoal da Editora Abril gostou do Livro de Mochila e decidiu por a prova para votação popular.

logo_negrescop.gifNa verdade isso é fruto da minha inscrição no Prêmio de Criatividade Jovem - 2ª Volta ao Mundo Negresco, e para minha surpresa (sempre é assim né?) fui selecionado para as semi-finais, até novembro estou concorrendo com mais 4 blogueiros por uma vaga na final.

A Negresco e a Abril darão de presente uma bela viagem de volta ao mundo com tudo pago, serão os 30 dias mais incríveis para o viajante vencedor.

Acesse a lista dos 5 sites (categoria blog) concorrentes, para votar basta clicar no escolhido e desejar boa viagem, é claro que se o mouse escorregar para o tal Diego F. Dotta Couto do Livro de Mochila, é provável que a bagagem dele volte cheia de histórias e aventuras de russos, japoneses, italianos e com certeza de um brasileiro perdido nas traduções.


 Atualizado em 30/11/2007: Infelizmente não fui selecionado para a próxima etapa, mas muitíssimo obrigado a todos pela força e boa viagem ao ganhador.

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Ler, viajar e … enjoar

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Ler em movimento (avião, trem, ônibus, …) é um desafio para muitos, inclusive para mim, então como resolvo falar sobre livros e viagens se ao ler apenas o título do livro, enquanto a paisagem la fora está monótona, as coisas já começam a rodar?

Não me perguntem, ainda estou na busca por uma solução.

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Neste barco também tem muita gente mareada, portanto existem diversas soluções populares, a Familia Schürmann tem algumas:

“A bordo, se vemos alguém pálido e bocejando, já sabemos que é um candidato ao mal de mer. A primeira providencia é fazer a pessoa se deitar em lugar ventilado. Relaxar e dormir ajuda muito. Também vale aplicar compressas frias ou cubos de gelo na cabeça e nuca.”

Técnicas avançadas

Especialistas analisaram este problema, mas infelizmente não trouxeram nenhuma novidade, esqueceram de analisar o DNA das pessoas que possuem o dom da leitura móvel, ou será que o cérebro dos mareados é muito pequeno e balança em um vazio anormal?

De qualquer forma, busquei preencher este vazio com dicas de experientes enjoados no mar da internet:

  • O calor enjoa, melhor passar frio que passar por apuros. (Comprovado, parece ter efeito)
  • Som na caixa do ouvido, e de preferência muito alto. (Talvez o som alto afete os órgãos de equilíbrio do ouvido, mas como faltei nesta aula de biologia, pode ser mais uma daquelas notícias de blogueiros)
  • Conversar as vezes ajuda, mas talvez o estômago também queira participar do papo.
  • Evite drama, Dramin na veia. (Será que vale a pena trocar uma viagem enjoado por um sono dopado?)
  • Depois de muitas horas de desequilíbrio o organismo se acostuma. (Concordo, depois de 20h rodoviárias me aventurei na leitura, foi um dia inesquecível)

E vocês navegadores que desembarcaram por aqui, conhecem estratégias populares ou simpatias para este mal?

Farão um bem para humanidade viajante.

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20 anos em busca do sonho

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Em busca do sonhoCom muito planejamento e disciplina a Família Schürmann alcançou um patamar de reconhecimento e experiência invejável, impulsionada pelos sonhos, hoje a família carrega e compartilha sua bagagem ainda em constante crescimento.

“Em busca do sonho” reuni experiências e histórias de vinte anos da família por mar e terra, a co-pilota Heloisa Schürmann conta em detalhes desde o nascimento do sonho, quando mal entendiam do mar e seus mistérios, até hoje, quando aprenderam a respeitá-lo.

Arriscar é poder acertar

Antes mesmo de iniciar o planejamento da primeira viagem, decidiram não contar para seus familiares sobre seus planos, guardando segredo durante quase 10 anos, avisariam somente 1 mês antes do embarque que não iriam mais seguir viagem contra o vento, a partir daquele momento seriam guiados pelos ventos dos sonhos.

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Como se esperava, depois da notícia as discórdias foram muitas, mas a ventania acumulada em 10 anos superou os poucos dias de vento contra, provavelmente o barco correria o risco de virar caso a notícia chegasse mais cedo as grandes tempestades da oposição.

É compreensível o medo nestes casos, de arriscar uma vida profissional almejada por muitos, para viajar pelo mundo em um pequeno barco, trocando a “segurança e certeza” de um futuro de sucesso por aventuras pelo inseguro e incerto planeta.

Acredito que a ansiedade dos tempestuosos em gritar, “Eu avisei!”, foi afundada depois de 20 anos.


Heloisa SchurmannHeloisa Schürmann

Formiga (apelido na família) graduou-se como professora de inglês na New York University. Em Florianópolis, foi proprietária de uma escola de inglês com cerca de mil alunos. Leitora apaixonada do escritor francês Jules Verne, ela abandonou a vida segura em Santa Catarina para viver o sonho de se aventurar pelo mundo em família. Heloisa é autora também de “Dez anos no Mar” (1995) e “Um Mundo de Aventuras” (2000).


Não importa se é cedo ou tarde para pegar carona nos sonhadores ventos, mas sim a força desses sonhos para aguentar as tempestades da discórdia.

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Viagem experiência rumo ao desconhecido?

Categoria: Relatos e fatos, Viagens alternativas Ver os 10 comentários »

Estava acompanhando algumas conversas reais e outras virtuais instigadas pelo Ricardo Freire, principalmente se informação demais poderia estragar uma viagem, então tive algumas idéias alternativas para tornar uma viagem diferente e mais emocionante, para quem não é dos esportes radicais como nós, as vezes as coisas ficam um pouco monótonas.

Dentre as idéias que surgiram conseguimos “por em prática” uma viagem que é a nossa cara (sem planejamento, dinheiro, noção …). Em termos mais publicitários, pode ser chamada de uma Viagem Experiência, ou traduzida livremente como “Non sense experience travel”, mas na realidade foi a viagem que o único requisito era “vamos viajar”, nem que tenhamos de passar por cima do nosso próprio cadáver.

Estávamos ansiosos, já que esse ano de 2007, apesar de boas as viagens foram raras. Preparamos as mochilas para uma viagem de até 3 dias para algum lugar frio ou quente, longe ou perto, caro ou barato, e outros antônimos derivados.. Ou seja, não tínhamos um destino certo, nem errado.

Apesar de algumas críticas quanto a nossa sanidade, muitas pessoas desejaram boa viagem.

Bom, tentei criar uma história em quadrinhos da experiência, mas é difícil resumir todo o fiasco em poucos quadros.

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Conclusão

A idéia é muito boa, realmente torna a viagem emocionante, as vezes quase estressante, para isso é recomendado fazer tal empreitada fora de feriadões e de preferência não aceitar destinos já conhecidos, muito menos a cidade natal.

Outras descobertas:

  • Estamos no Brasil e muitas pessoas compram as coisas em cima da hora,
  • Ao contrário dos aeroportos, passagens rodoviárias compradas em cima da hora não tem desconto,
  • Utilizar pensamento positivo para que o universo conspire a seu favor gera um caos universal quando todos usam da mesma prática,
  • Os funcionários da rodoviário não tem obrigação de conhecer todas as cidades do Brasil, perguntar demais pode parecer um fugitivo da cadeia,
  • Algumas pessoas (nossos colegas de poltrona) reservam duas vagas vizinhas e cancelam uma delas na última hora, aumentando as chances de viajarem sozinhas, só não contavam com nossos planos alternativos,
  • Avisar apenas um parente, mesmo que em cima da hora, que está chegando é a mesma coisa que avisar toda a cidade.

Brincadeiras a parte, acabamos descobrindo coisas interessantes, a cidade natal pode tornar-se interessante observada com olhos de turista, é curioso notar pessoas comuns e lugares incomuns que passaram desapercebidos em outros momentos, nos tornamos e buscamos o diferente longe de casa, ao mudar de cidade mudamos nossa percepção e atitudes, sendo que poderíamos mudar sem fugir muito, aproveitando a cultura e as pessoas próximas, realizando experiências no bairro vizinho, viagens pela quadra, mudanças em nós mesmos.

Ainda não desistimos, um dia faremos uma viagem destas, alguém já fez algo parecido?

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Aventuras na trilha das Américas

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Esquecidos no final de uma prateleira encontrei Roberto e seu fusquinha, instintivamente abri “Na trilha das Américas” e não é que havia uma dedicatória para meu irmão, que coisa! Coloquei na mochila para logo tirar e conhecer as suas histórias.

Bate e volta de 40 mil km

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Juntamente com um amigo jornalista (Flavio José Cardozo Jr), Roberto Böell Vaz trilhou as américas em um Fusca (Bumerangue), mas as restrições financeiras e de idioma não foram barreiras para estes aventureiros, sairam de Florianópolis até Atlanta e voltaram, dirigiram dia e noite, dormiram no conforto do cascudo, conheceram os mais diversos lugares, povos e culturas, fizeram muitos amigos e poucos inimigos, apesar de algumas perdas a bagagem do Fusquinha voltou muito maior.

Falando em bagagem, viajar durante dias em um fusca não é fácil, então para diminuir os apertos da viagem ele mesmo projetou e construiu um “bagageiro” no teto do carro, dessa forma, era impossível não notar a presença desses aventureiros.

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Mas esse Roberto é uma figura, este inquieto viajante é uma figura raríssima, afinal não é em todo lugar que se encontra uma pessoa com a coragem de cruzar as américas (Mais de 40 mil km) em um valente Fusca 75 para chamar a atenção e dar voz aos problemas ecológicos.

Digo isso, pois tive o prazer de conhecê-lo e comprar outro livro saindo direto de sua bolsa, apesar dos poucos minutos de conversa, é fácil notar a energia e alegria deste jovem aventureiro.


foto_roberto_vaz.jpgRoberto Böell Vaz

Atual comandante do Barco de papel, este aventureiro trabalha por uma causa universal, a sobrevivência harmônica do ser humano em seu planeta, utiliza-se de suas viagens para divulgar e promover um alerta em relação aos problemas sócio-ambientais e suas soluções - sempre relacionadas ao desenvolvimento sustentável, combate a poluição bem como o uso de tecnologias para reciclagem de materiais.


Viajando com o livro na mochila

Roberto Böell Vaz gostaria de viajar com você e “Na trilha das Américas” atravessando:

  • o Rio Amazonas de balsa, apreciando durante dias a natureza intocável e acompanhando o rio sem horizonte,
  • Sentando no poltrona de um ônibus, lembrando do conforto do fusca e perdendo as idéias na paisagem,
  • Sentado a beira mar de Florianópolis, imaginando que foi ali o começo e o fim da viagem, podendo até avistar ao longe um pequeno barco (de papel), sendo navegado pelo comandante Roberto.

Se meu Fusca falasse

O fusquinha bumerangue não falou, já o seu companheiro até hoje continua rodando e gritando para o mundo, um exemplo de pessoa simples que seguiu sonhos especiais, desse tipo de pessoa o mundo precisa mais.

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Cinquentona mochileira

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A Kombi está de aniversário (02/09), essa aventureira está fazendo 50 anos de produção no Brasil e deve ter muitas histórias para contar.

Ela já andou por todo mundo, difícil entender, mas muitos aventureiros a escolheram como acompanhante em suas viagens, talvez tenha sido pela simpatia da cinquentona, vai saber, o que importa é que ela está firme e forte, pronta para o que vier.

Suas gerações tiveram poucas mudanças, mesmo hoje, ao “acomodar-se” parece que você está voltando no tempo, a sua simplicidade pode assustar mas não perde o pique, ainda é uma viajante com um grande espírito de liberdade e aventura, uma mochileira de carteirinha.

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Apesar de fortes críticas quanto a continuidade da sua produção ou desatenção da montadora, muitas com razão, ela segue valente carregando até uma tonelada de tudo, de estudantes, trabalhadores e ladrões, a ferramentas, contrabando e mamões, e muitas histórias de aventura, uma tonelada de aventura.

Boa viagem aventureira, siga seu caminho devagar e com cuidado, carregando muitas histórias por suas trilhas, voltando sempre com a bagagem maior.

Topa uma viagem alternativa com esta experiente companheira?

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