30, nov, 2007
Primeiro devo informar que por enquanto a minha primeira volta ao mundo ficará somente na literatura, infelizmente não fui selecionado para a próxima etapa do 2º Premio Volta ao Mundo, mas tudo bem, não tenho palavras para agradecer a todos pela força, desejo uma excelente viagem ao ganhador.
Para consolar minhas mágoas, virei madrugadas viajando com Fernão de Magalhães e seus marinheiros por uma viagem ao redor de um ainda estranho mundo, contada pelo italiano Antonio Pigafetta no livro e diário de bordo “A primeira viagem ao redor do mundo”. A versão quase de bolso (ou de de mochila) da L&PM me satisfez plenamente.
(Parênteses)
Foi mesmo a primeira viagem ao redor do mundo? Acho melhor não entrarmos nesse assunto, deixo para os historiados, agitadores, chineses e derivados.
A Heloisa Schürmann (Familia Schürmann) foi a responsável por me aventurar neste clássico, este livro regou seus 20 anos de sonhos e viagens ao redor do mundo.
Parece que Magalhães foi responsável pelos estranhos nomes que conhecemos hoje da Patagônia e Terra do Fogo, a Patagônia teria sua origem em relatos de gigantes de grandes pés, grandes patas, patagões, que Fernão teria encontrado nessa região.

Eu colaboro com esses mitos, também já ouvi histórias de viajantes mais atuais encontrarem pessoas realmente gigantescas pela região. Já a Terra do Fogo foi menos fantasiosa, ao cruzarem o futuro Estreito de Magalhães, os marinheiros viram muitas colunas de fumaça, então onde há fumaça? Terra do Fogo. No Brasil eram outras histórias que reinavam, como os índios que chegavam aos 140 anos, mal souberam que colaboraram para que hoje muitos não passem do primeiro ano.
Acredito que tanto os fiéis religiosos quanto os fervorosos céticos terão momentos de forte adrenalina com alguns episódios deste livro, são diversas histórias de conquistas religiosas na travessia de Magalhães, inclusive nos faz repensar o verdadeiro objetivo da viagem.
Os relatos sobre as estranhas selvagerias ligadas a última viagem de Fernão de Magalhães são tratados com naturalidade por Pigafetta, que também conseguiu misturar geografia, navegação, religião, misticismo e toques da ignorância humana de um mundo que parecia estranho, nada muito diferente 500 anos depois.
Logo que comprei a kombi encontrei 2 maçanetas quebradas no porta-lucas, achei que os antigos donos eram um tanto grosseiros. A verdade é que as maçanetas são delicadas demais.
(Vídeo: Acesse o post para ver)
(1) 15/mar/2010 as 21:57 Ride onViajei na boléia, viajamos, rimos juntos
quanto mais tomava, mais minha casa se distanciava
Ride on… Ride on…
tomei todas, e minha cama?
onde estava minha cama?
Dormimos ali mesmo
na cama, da kombi
no morro, da lagoa.
Ride on…
(Audio: acesse o post para escutar)
“Cuidado ao contratar rapazes de aparência sonhadora, magros e de olhos fundos; muito cuidado, pois as baleias tem de ser avistadas antes de serem caçadas. Um rapaz afeito as meditações levará o seu navio a dar dez voltas ao mundo sem avistar uma única baleia”
(0) 22/fev/2010 as 20:17
gostaria de ter lido este belo livro.
Que premio e esse? Nao consigo acessar o link aqui no meio do deserto, na India. A conexao e lenta.
Gostei do seu comentario no meu ultimo post. As pessoas que cruzam meu caminho na Asia sao mais importantes que qualquer Taj Mahal.
Bjs
oie meu querido!!!
Tempinho que eu não passava aqui.
Com certeza é mais um livro que vai pra lista! Acabei de ler “A cidade do Sol”. Fiz uma pequena resenha no meu blog!
=)
E quando eu chegar na Terra do Fogo em Janeiro eu te conto essas paradas… hahahah
bjosssss
Oi Diego,
Obrigada pelo incentivo na reta final. A viagem foi ótima. Pessoas e lugares incríveis. Por assim dizer, inesquecíveis. Mas publicitário dos bons é o Gui Dorneles que levou a Volta ao Mundo. Ganhou com a categoria anúncio publicitário com o gráfico do biscoito. Puta trabalho, supermerecido!
beijão e valeu!
Interessante Fernando, parece ser um bom livro, já coloquei na “lista dos desejos”
Uma pena não ter passado no concurso, você merecia.
Li no mês passado “Além do Fim do Mundo”, conhece? é uma versão mais violenta da viagem do Magalhães, eu recomendo.