Primeiro devo informar que por enquanto a minha primeira volta ao mundo ficará somente na literatura, infelizmente não fui selecionado para a próxima etapa do 2º Premio Volta ao Mundo, mas tudo bem, não tenho palavras para agradecer a todos pela força, desejo uma excelente viagem ao ganhador.


viagemredormundo.gifPara consolar minhas mágoas, virei madrugadas viajando com Fernão de Magalhães e seus marinheiros por uma viagem ao redor de um ainda estranho mundo, contada pelo italiano Antonio Pigafetta no livro e diário de bordo “A primeira viagem ao redor do mundo”. A versão quase de bolso (ou de de mochila) da L&PM me satisfez plenamente.

(Parênteses)

Foi mesmo a primeira viagem ao redor do mundo? Acho melhor não entrarmos nesse assunto, deixo para os historiados, agitadores, chineses e derivados.

A Heloisa Schürmann (Familia Schürmann) foi a responsável por me aventurar neste clássico, este livro regou seus 20 anos de sonhos e viagens ao redor do mundo.

Terra do fogo e de gigantes

Parece que Magalhães foi responsável pelos estranhos nomes que conhecemos hoje da Patagônia e Terra do Fogo, a Patagônia teria sua origem em relatos de gigantes de grandes pés, grandes patas, patagões, que Fernão teria encontrado nessa região.

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Eu colaboro com esses mitos, também já ouvi histórias de viajantes mais atuais encontrarem pessoas realmente gigantescas pela região. Já a Terra do Fogo foi menos fantasiosa, ao cruzarem o futuro Estreito de Magalhães, os marinheiros viram muitas colunas de fumaça, então onde há fumaça? Terra do Fogo. No Brasil eram outras histórias que reinavam, como os índios que chegavam aos 140 anos, mal souberam que colaboraram para que hoje muitos não passem do primeiro ano.

Conquistas religiosas

Acredito que tanto os fiéis religiosos quanto os fervorosos céticos terão momentos de forte adrenalina com alguns episódios deste livro, são diversas histórias de conquistas religiosas na travessia de Magalhães, inclusive nos faz repensar o verdadeiro objetivo da viagem.

Os relatos sobre as estranhas selvagerias ligadas a última viagem de Fernão de Magalhães são tratados com naturalidade por Pigafetta, que também conseguiu misturar geografia, navegação, religião, misticismo e toques da ignorância humana de um mundo que parecia estranho, nada muito diferente 500 anos depois.