20 anos em busca do sonho
Livros de mochila 4 Outubro, 2007Ir direto para os comentários
Com muito planejamento e disciplina a Família Schürmann alcançou um patamar de reconhecimento e experiência invejável, impulsionada pelos sonhos, hoje a família carrega e compartilha sua bagagem ainda em constante crescimento.
“Em busca do sonho” reuni experiências e histórias de vinte anos da família por mar e terra, a co-pilota Heloisa Schürmann conta em detalhes desde o nascimento do sonho, quando mal entendiam do mar e seus mistérios, até hoje, quando aprenderam a respeitá-lo.
Arriscar é poder acertar
Antes mesmo de iniciar o planejamento da primeira viagem, decidiram não contar para seus familiares sobre seus planos, guardando segredo durante quase 10 anos, avisariam somente 1 mês antes do embarque que não iriam mais seguir viagem contra o vento, a partir daquele momento seriam guiados pelos ventos dos sonhos.

Como se esperava, depois da notícia as discórdias foram muitas, mas a ventania acumulada em 10 anos superou os poucos dias de vento contra, provavelmente o barco correria o risco de virar caso a notícia chegasse mais cedo as grandes tempestades da oposição.
É compreensível o medo nestes casos, de arriscar uma vida profissional almejada por muitos, para viajar pelo mundo em um pequeno barco, trocando a “segurança e certeza” de um futuro de sucesso por aventuras pelo inseguro e incerto planeta.
Acredito que a ansiedade dos tempestuosos em gritar, “Eu avisei!”, foi afundada depois de 20 anos.
Heloisa Schürmann
Formiga (apelido na família) graduou-se como professora de inglês na New York University. Em Florianópolis, foi proprietária de uma escola de inglês com cerca de mil alunos. Leitora apaixonada do escritor francês Jules Verne, ela abandonou a vida segura em Santa Catarina para viver o sonho de se aventurar pelo mundo em família. Heloisa é autora também de “Dez anos no Mar” (1995) e “Um Mundo de Aventuras” (2000).
Não importa se é cedo ou tarde para pegar carona nos sonhadores ventos, mas sim a força desses sonhos para aguentar as tempestades da discórdia.
4 Outubro, 2007 às 17:08
Show, já viu o filme? é sensacional.
4 Outubro, 2007 às 18:04
Fernando, infelizmente ainda não vi, mas estou muito ansioso para assistir.
5 Outubro, 2007 às 11:13
Diego, quanto mais rodo o mundo, mais acredito que so nao viaja quem nao quer. Hoje de manha, vi um mochileiro de uma perna so cruzando a fronteira do Tibete com o Nepal. Nenhum sonho e impossivel. Abracos. Marcella
5 Outubro, 2007 às 16:35
Concordo plenamente Marcella,
Também presenciei uma demonstração de vontade como esta, encontrei um holandes franzino e simples, mas sem os braços, com uma mochilão adaptado por ele mesmo caminhando pelo chile, era incrível como conseguia se virar sozinho.
Muitas pessoas (aparentemente com todas as funções) me questionam como posso viajar tanto (quem me dera se fosse tanto), de onde tiro o dinheiro e tempo, sempre falo “não basta querer, tem que fazer”, se quer viajar mesmo, troque a compra daquela calça da moda ou night super faturada por uma viagem de feridão, o retorno será inestimável.
Desejo uma excelente viagem ai pelo oriente Marcella.
10 Outubro, 2007 às 9:56
Deu pra animar! Ano que vem eu saio por aí
Gostei da matéria. Influências positivas são raras hoje em dia.
Beijo, Diegão!
14 Outubro, 2007 às 19:43
Daisy, 2008 é um ano novo, vida nova!
30 Novembro, 2007 às 0:53
[…] (Familia Schürmann) foi a responsável por me aventurar neste clássico, este livro regou seus 20 anos de sonhos e viagens ao redor do […]