Estava acompanhando algumas conversas reais e outras virtuais instigadas pelo Ricardo Freire, principalmente se informação demais poderia estragar uma viagem, então tive algumas idéias alternativas para tornar uma viagem diferente e mais emocionante, para quem não é dos esportes radicais como nós, as vezes as coisas ficam um pouco monótonas.

Dentre as idéias que surgiram conseguimos “por em prática” uma viagem que é a nossa cara (sem planejamento, dinheiro, noção …). Em termos mais publicitários, pode ser chamada de uma Viagem Experiência, ou traduzida livremente como “Non sense experience travel”, mas na realidade foi a viagem que o único requisito era “vamos viajar”, nem que tenhamos de passar por cima do nosso próprio cadáver.

Estávamos ansiosos, já que esse ano de 2007, apesar de boas as viagens foram raras. Preparamos as mochilas para uma viagem de até 3 dias para algum lugar frio ou quente, longe ou perto, caro ou barato, e outros antônimos derivados.. Ou seja, não tínhamos um destino certo, nem errado.

Apesar de algumas críticas quanto a nossa sanidade, muitas pessoas desejaram boa viagem.

Bom, tentei criar uma história em quadrinhos da experiência, mas é difícil resumir todo o fiasco em poucos quadros.

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Conclusão

A idéia é muito boa, realmente torna a viagem emocionante, as vezes quase estressante, para isso é recomendado fazer tal empreitada fora de feriadões e de preferência não aceitar destinos já conhecidos, muito menos a cidade natal.

Outras descobertas:

  • Estamos no Brasil e muitas pessoas compram as coisas em cima da hora,
  • Ao contrário dos aeroportos, passagens rodoviárias compradas em cima da hora não tem desconto,
  • Utilizar pensamento positivo para que o universo conspire a seu favor gera um caos universal quando todos usam da mesma prática,
  • Os funcionários da rodoviário não tem obrigação de conhecer todas as cidades do Brasil, perguntar demais pode parecer um fugitivo da cadeia,
  • Algumas pessoas (nossos colegas de poltrona) reservam duas vagas vizinhas e cancelam uma delas na última hora, aumentando as chances de viajarem sozinhas, só não contavam com nossos planos alternativos,
  • Avisar apenas um parente, mesmo que em cima da hora, que está chegando é a mesma coisa que avisar toda a cidade.

Brincadeiras a parte, acabamos descobrindo coisas interessantes, a cidade natal pode tornar-se interessante observada com olhos de turista, é curioso notar pessoas comuns e lugares incomuns que passaram desapercebidos em outros momentos, nos tornamos e buscamos o diferente longe de casa, ao mudar de cidade mudamos nossa percepção e atitudes, sendo que poderíamos mudar sem fugir muito, aproveitando a cultura e as pessoas próximas, realizando experiências no bairro vizinho, viagens pela quadra, mudanças em nós mesmos.

Ainda não desistimos, um dia faremos uma viagem destas, alguém já fez algo parecido?