Esquecidos no final de uma prateleira encontrei Roberto e seu fusquinha, instintivamente abri “Na trilha das Américas” e não é que havia uma dedicatória para meu irmão, que coisa! Coloquei na mochila para logo tirar e conhecer as suas histórias.

Bate e volta de 40 mil km

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Juntamente com um amigo jornalista (Flavio José Cardozo Jr), Roberto Böell Vaz trilhou as américas em um Fusca (Bumerangue), mas as restrições financeiras e de idioma não foram barreiras para estes aventureiros, sairam de Florianópolis até Atlanta e voltaram, dirigiram dia e noite, dormiram no conforto do cascudo, conheceram os mais diversos lugares, povos e culturas, fizeram muitos amigos e poucos inimigos, apesar de algumas perdas a bagagem do Fusquinha voltou muito maior.

Falando em bagagem, viajar durante dias em um fusca não é fácil, então para diminuir os apertos da viagem ele mesmo projetou e construiu um “bagageiro” no teto do carro, dessa forma, era impossível não notar a presença desses aventureiros.

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Mas esse Roberto é uma figura, este inquieto viajante é uma figura raríssima, afinal não é em todo lugar que se encontra uma pessoa com a coragem de cruzar as américas (Mais de 40 mil km) em um valente Fusca 75 para chamar a atenção e dar voz aos problemas ecológicos.

Digo isso, pois tive o prazer de conhecê-lo e comprar outro livro saindo direto de sua bolsa, apesar dos poucos minutos de conversa, é fácil notar a energia e alegria deste jovem aventureiro.


foto_roberto_vaz.jpgRoberto Böell Vaz

Atual comandante do Barco de papel, este aventureiro trabalha por uma causa universal, a sobrevivência harmônica do ser humano em seu planeta, utiliza-se de suas viagens para divulgar e promover um alerta em relação aos problemas sócio-ambientais e suas soluções - sempre relacionadas ao desenvolvimento sustentável, combate a poluição bem como o uso de tecnologias para reciclagem de materiais.


Viajando com o livro na mochila

Roberto Böell Vaz gostaria de viajar com você e “Na trilha das Américas” atravessando:

  • o Rio Amazonas de balsa, apreciando durante dias a natureza intocável e acompanhando o rio sem horizonte,
  • Sentando no poltrona de um ônibus, lembrando do conforto do fusca e perdendo as idéias na paisagem,
  • Sentado a beira mar de Florianópolis, imaginando que foi ali o começo e o fim da viagem, podendo até avistar ao longe um pequeno barco (de papel), sendo navegado pelo comandante Roberto.

Se meu Fusca falasse

O fusquinha bumerangue não falou, já o seu companheiro até hoje continua rodando e gritando para o mundo, um exemplo de pessoa simples que seguiu sonhos especiais, desse tipo de pessoa o mundo precisa mais.