02, ago, 2007
A inquietude do médico Lemuel Gulliver está me assolando, depois que este viajante iniciou suas aventuras por lugares incríveis, não conseguiu mais ficar parado enquanto o mundo girava para o lado errado.

Representação fiel de uma situação corriqueira
Eu estava com sede das clássicas literaturas de viagem, então encontrei a coleção “Correndo Mundo”, de Fernando Nuno, que segundo ele, reune “as principais obras da literatura sobre outras terras e outras gentes – tanto reais quanto imaginárias -, recontadas de modo a preservar o seu encanto e atualidade“, caiu como uma luva para injetar uma inquietude desprovida de cura em minhas noites e planos.
Comecei com Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, recontado por Fernando, apesar de não ser a versão original, o seu peso continua sendo preservado e é perfeito para acompanhar uma viagem.
Gulliver conheceu lugares, culturas e povos estranhos (ou semelhantes?), mesmo tentando distanciar-se do egoísmo, discriminação e corrupção do mundo real, em suas viagens ele sempre acabava presenciando a exploração, guerras estúpidas e leis contraditórias, características até hoje vivas em nossa sociedade.
Acredito que seja difícil não se deparar com tudo isso em qualquer viagem, seja desta ou outra época. Mesmo sabendo de tudo isso, a inquietude de fazer a vida valer a pena, arriscar mais, seguir sonhos para conhecer povos e terras distantes estão me dominando e não sei até quando posso aguentar, alias, como diria o Mandrake, nosso colaborador para todas as horas, não sei porque cargas d’águas reprimo esta inquietude, no fritar dos ovos estou adiando o inevitável.
Falando no Mandrake, parece que ele foi atingido pelo espírito desbravador do Gulliver e está de partida para o novo (velho) mundo, em busca de muita aventura e novas experiências. A Mary se convidou para acompanhá-lo nesta viagem, inclusive tiveram a brilhante idéia de reservar um espaço na mochila para alguns livros, cientes de que poderão partir (e voltar) das viagens imaginárias enquanto esperam o vôo.
Poucos conhecem estes viajantes, não são muito ativos virtualmente, mas trazem muitas inspirações em nossos esporádicos encontros, um dia os descrevo melhor.
Com certeza Gulliver ficaria espantado se encontrasse estas figuras raras em suas viagens.
Autor da história original e um dos grandes autores irlandeses, nasceu em Dublin, filho de um advogado inglês expatriado de seu país. Retraído e leitor voraz, começou a escrever poemas ainda na adolescência. Só ganhou certa popularidade quando publicou, anonimamente, o “Conto do Tonel”, datado de 1704, época em que defendia ardorosamente o clero anglicano.
A fama de Swift como um dos maiores autores ingleses do século XVIII, se deve, em boa parte, ao fato de ter sido um dos maiores satiristas de todos os tempos. (Hamilton dos Santos)
Formado em Jornalismo e Letras pela USP, em História da Arte pelo Instituto Dante Alighieri, de Florença (Itália), e em Mitologia pela Viking Students, Fernando Nuno é também editor e músico.
Recebeu a distinção de Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Mora em São Paulo e atualmente se dedica à literatura e à música.
Fernando Nuno e Jonathan Swift gostariam de viajar com você e as “Viagens de Gulliver” por:
Enfim, Mary e Mandrake, quais livros vão acompanhá-los nesta viagem por terras longínquas?
Logo que comprei a kombi encontrei 2 maçanetas quebradas no porta-lucas, achei que os antigos donos eram um tanto grosseiros. A verdade é que as maçanetas são delicadas demais.
(Vídeo: Acesse o post para ver)
(1) 15/mar/2010 as 21:57 Ride onViajei na boléia, viajamos, rimos juntos
quanto mais tomava, mais minha casa se distanciava
Ride on… Ride on…
tomei todas, e minha cama?
onde estava minha cama?
Dormimos ali mesmo
na cama, da kombi
no morro, da lagoa.
Ride on…
(Audio: acesse o post para escutar)
“Cuidado ao contratar rapazes de aparência sonhadora, magros e de olhos fundos; muito cuidado, pois as baleias tem de ser avistadas antes de serem caçadas. Um rapaz afeito as meditações levará o seu navio a dar dez voltas ao mundo sem avistar uma única baleia”
(0) 22/fev/2010 as 20:17
[...] prometido em conversas anteriores (Em busca dos livros perdidos), devolvi as asas para as Viagens de Gulliver, foi o primeiro livro que libertei para viajar por terras distantes e mentes desconhecidas. Não [...]
gostaria de saber, quais as leis de liliput?,se o povo de liliput eram honestos?,como era o reino de brobdingnag?,como eram os lilifusquianos?, e o que representa blefusca para liliput?.
eu achei uma droga pq ñ tem as histórias,só comentarios..
Com certeza Fernando, é só levantar o dedo pedido carona que passo por ai, hehehe… Estou em Florianópolis e você?
Comecei a reler este clássico depois das suas palavras cara, tirei do fundo do bau, já estava todo empoeirado, eu também quero esta tal inquietude, qualquer dia nos encontramos por ai, você é de onde?
Abração
Fernando