capa_amazonia.jpgUma viagem-aula de história e geografia acompanhada de aventura e misticismo.

Confesso que no primeiro momento fiquei decepcionado com o livro de Dieter Schiller, Cidade perdida na Amazônia, falso engano gerado pela expectativa de informações detalhadas sobre o mistério do desaparecimento do Coronel Fawcett, explorador inglês fascinado com a possibilidade de encontrar a cidade de Atlântida na Amazônia.

Parte desta falsa decepção foi devido ao risco de comprar livros pela internet e a impulsividade de não procurar mais informações, já que em uma compra virtual é difícil dar aquelas foliadas pré-compra, mas no final das contas fiquei grato por isso.

Depois de certo ponto, comecei a perceber a sua valiosidade, principalmente para quem andou “viajando” nas aulas de historia e geografia. Dieter além de dar uma visão geral sobre o mistério envolvendo o Coronel Fawcett, consegue destacar informações importantes sobre a nossa invisível Amazônia.

(Parênteses)

A invisibilidade é uma característica que representa muito bem o estado atual, e eterno, de desrespeito com a natureza, visível apenas para quem vê cifras no lugar de folhas.

Foi nesta floresta que o Coronel desapareceu, ou se tornou invisível, em uma real expedição motivada por estatuetas, mitos e lendas, sua história se tornou curiosa e mística, a versão mais “viajante” do seu desaparecimento é que ele se juntou aos habitantes da cidade perdida, muitas missões de resgate até que tentaram desmentir, mas não tiveram êxito.

Um dos pós mitos está relacionado a inspiração para Steve Spielberg criar o Indiana Jones, será que Fawcett pode ganhar mais uns minutos de fama com a continuação das aventuras do arqueólogo em 2008?

Apesar do livro não falar muito do Coronel Fawcett, curiosidade despertada por uma conversa de esquina com o triatleta e viajante (ou viajante triatleta?) Cristian Mendes, fiquei satisfeito com o resultado, despertou curiosidades mais reais e atuais.

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Paisagem da viagem

Essas novas curiosidades vieram de encontro com o momento que estamos vivendo, onde a mídia ecológica está muito forte, gerando uma discussão sobre a evolução tecnológica e a involução emocional, será que a “evolução” tecnológica representa a nossa evolução cultural e intelectual? O que seria mais importante?

Enfim, o que poderíamos fazer para realizar uma viagem respeitando o planeta que nos permite essas viagens? O pessoal do ViajeAqui deu 5 sugestões de viagens sustentáveis, lá você também encontra o blog da Claudia Carmello a Viajante Consciente, vale muito a pena conhecer suas idéias.


Dieter SchillerDieter Schiller

Formado em história pela Unipar em 2003, lançou este livro movido pelo seu interesse nos mistérios do ser humano, que também o levou a desenvolver estudos de forma autodidata em vários campos (filosofia, sociologia, psicologia, esoterismo, espiritualidade, etc.).

Essa gama de conhecimentos adquiridos levou Dieter Schiller a uma visão filosófica única.


Viajando com o livro na mochila

Dieter Schiller gostaria de viajar com você e a “Cidade perdida na Amazônia” pela:

  • Misteriosa cidade de Machu Picchu, um pouco antes do sol se por,
  • Uma viagem consciente, curtindo os sons da natureza em plena floresta amazônica,
  • Em uma praça de Cuiabá, acompanhado pelo calor do clima e das pessoas.

Se queremos responsabilidade, façamos a nossa parte, encontrei uma matéria da Guiliana Bergamo, ela preparou os 10 mandamentos do turista responsável, são pequenas coisas que podem trazer grandes resultados para nós e os viajantes do amanhã.

O que seria da viagem sem a paisagem?