15, jun, 2007
A Arte de Viajar, um verdadeiro livro de mochila, talvez o responsável pela idéia do projeto. Novas histórias e lugares dão a luz novas idéias.
Ainda não consigo encontrar as palavras perfeitas para definir algumas emoções, pois sinto até medo de dizer algo a mais do que a orelha deste livro, então mudarei um pouco do assunto para descontrair, e depois deixarei a orelha falar tudo, mas prometo que isso não acontecerá com muita frequência.
Conheci este livro em uma época que estava perdendo um pouco o prazer de viajar, já estava me sentindo um viajante muito experiente, quase igual ao motorista novo que depois da primeira vez que atinge 100 km/h se acha o piloto profissional, achava que as experiências anteriores já bastavam para me considerar um especialista, então tudo começou a parecer mais estressante do que interessante.
Foi quando notei que as primeiras viagens eram muito mais divertidas que as atuais, algo não estava certo.
Mal sabia que estava entendendo tudo errado, os macetes aprendidos estavam me deixando mais preocupado com a segurança, tempo, custos e toda parte “burocrática” da história, encobrindo a beleza única das pessoas, culturas, paisagens e sentimentos que somente encontraria naqueles lugares.
Então antes de bater o carro pela falta de reflexo, conheci o livro do filosofo Alain de Botton, A arte de viajar, foi embaixo de uma árvore naqueles aconchegantes gramados da universidade (UFSC), “descobri” coisas que todos já sabemos, como nos livros de auto-ajuda, afinal é justamente esse o objetivo destes livros, nos lembrar do que já sabemos.
(Parênteses)
Na época do vestibular, minha maior motivação para entrar na UFSC eram estes gramados, mas só esta motivação não bastou para entrar, então sobrou tentar aproveitar agora que estou morando ao lado e vivendo uma vida atrasada de estudante.
Apesar de alguns momentos nos perdermos na viagem da mente dos pensadores que acompanham o autor e na sua própria mente, as palavras deste livro representam perfeitamente a “filosofia” do livro de mochila e são excelentes companhias para uma boa viagem, e no meu caso, ajudou a entender porque a viagem não foi como esperado e a prestar mais atenção em pequenos prazeres e coisas de uma viagem.

Mas se acontecer de se perder muito na viagem, tente aproveitar, pois uma das melhores coisas em uma viagem é se perder.
Queria falar muito mais, mas não quero tomar muito o tempo que vocês tiraram para descansar do planejamento das próximas férias, para finalizar dou a palavra a orelha.
£ Orelha
Poucas coisas são tão empolgantes como a idéia de viajar para longe. Para algum lugar de clima mais ameno, costumes mais interessantes e paisagens mais inspiradoras. Por que, então, costumamos ficar tão insatisfeitos com a realidade concreta das viagens?
Em A arte de viajar, Alain de Botton, autor de As consolações da filosofia, nos propõe uma excursão pelas satisfações e decepções do ato de viajar. Aeroportos, tapetes exóticos, emoção das férias e frigobares de hotel; esse livro bem-humorado, esclarecedor e instigante revela as motivações, expectativas e complicações ocultas em nossas viagens pelo mundo afora.
Para acompanhá-lo nesse percurso, de Botton convida escritores, pintores e pensadores que foram inspirados pelo ato de viajar em todas as suas formas: Gustave Flaubert, Edward Hopper, Baudelaire, Wordsworth, Van Gogh, Ruskin – todos prontos para partilhar suas profundas impressões.
Antídoto perfeito para aqueles guias turísticos que nos dizem o que fazer, A arte de viajar tenta explicar por que realmente sentimos modestas sugestões de como poderíamos aprender a ser mais felizes em nossas viagens.

Alain de BottonNascido em 1969, Alain de Botton, autor de Ensaios de amor, O movimento romântico, Nos mínimos detalhes, Como Proust pode mudar sua vida e As consolaçoes da filosofia, todos publicados pela Rocco, é pesquisador e professor assistente na cadeira de filosofia do Departamento de Estudos Avançados da Universidade de Londres.
Viajando com o livro na mochilaAlain de Botton gostaria de viajar com você e “A arte de viajar” …
Com este livro, qualquer seja a viagem que o acompanhe, fará com que você volte com a bagagem maior.
A bagagem sempre volta maior.
Palavras e idéias que surgem com o vento e se perdem por ai.
Como um bom brasileiro estava dando uma olhada em editais de concursos e essas coisas, há muito tempo não me sentia tão triste, em concursos para Lontras e Navegantes, onde estão precisando de mais de 100 professores, os salários variam de R$ 290 (20h) a R$ 900 (40h). Que tristeza!
(1) 08/jan/2011 as 22:04Não sei o nome dele, ou me esqueci, mas não passava de 16 anos e estava pedindo carona em uma rodovia de alta velocidade, 2 pistas para cada lado, ou 3? Isso é o de menos, a tranqulidade que ele passava podia ter até 16 pistas que não seria um problema. Era guri do interior, [...]
(2) 31/out/2010 as 2:13Alguém tem um Long John (Roupa de Borracha de inverno) usado para vender ou doar? Quero fazer uns testes para umas aventuras de caiaque antes de comprar um novo.
(0) 19/mai/2010 as 11:54
Oi Diego!
Vou passar 9 meses na Europa e acabei de comprar esse livro mas estou em dúvida: leio ele antes da viagem ou durante?
Comprei e não vejo a hora de ter ele em mãos, mas pensei que talvez seja legal esperar para ler nos meus momentos de solidão durante a viagem (que serão muitos). O que você me indica?
Beijos,
Renata.
Bom dia,
Gostei muito do blog. Parabéns! Achas que podes entrar em contacto comigo?!! É sobre uam possivel proposta para minube?catarina@minube.com
Obrigada,
Catarina
Gostaria de ter ese livro. Alguém me pode arranjar um?
Belas palavras! E perfeita a seleção do livro. Acabo de fazer um poema inspirado nele, e vou linkar aqui, ok? Abraços
Os sonhos materializam-se quando acreditamos neles.Boa Sorte
Um grande beijo da família Mello Couto.
É um prazer saber disso Alessandro, seus artigos foram e são muito enriquecedores, parabéns pelo trabalho. Apesar de novo neste mundo blog/literário já virei leitor assíduo de suas dicas e links.
Um abraço.
Pode ter certeza de que assinarei o feed e acompanharei cada passo dessa sua viagem pessoal, meu caro. Abraços!
A Verdadeira Arte de Viajar
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
Mario Quintana